Cuidado com o mensageiro
6 de Abril de 2006 @ 01:40 - Denny RogerArquivado sob Entrevistas | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Por Rui Maciel
Poucas coisas revolucionaram tanto o uso da Internet quanto os comunicadores instantâneos. Atualmente, seu uso é tão difundido que muita gente praticamente substituiu o “batido” e-mail por programas como MSN Messenger, AIM (AOL Instant Messenger), Google Talk e o pioneiro ICQ na hora de falar com as pessoas ao redor do mundo. E, para continuar atraindo usuários, tais aplicativos também modernizam-se a cada dia, com recursos como troca de arquivos via pasta de compartilhamento, tráfego de voz via VoIP e uso de webcams.
Mas, como tudo no mundo da tecnologia, os chamados “instant messengers” também são alvos de hackers e crackes, que estão sempre em busca de alguma vulnerabilidade infectar o PC alheio com worms e pragas virtuais do gênero. Confira agora como se precaver de eventuais ataques e continuar a usar o seu comunicador com o máximo de tranqüilidade.
Tipos de ataque
Uma das ameaças para qualquer empresa ou usuário dos comunicadores instantâneos é quando um hacker utiliza as próprias características técnicas da solução para ter acesso às informações da vítima. De acordo com Denny Roger, diretor da empresa de segurança Batori Software & Security, qualquer comunicador instantâneo utiliza uma determinada porta (isso varia de solução para solução) de comunicação. Essa porta deve estar liberada no sistema de segurança (firewall) para que o programa funcione corretamente. “O hacker precisa apenas ter uma lista de “amigos” que utilizem o programa de comunicação instantânea para enviar um cavalo-de-Tróia. Tal praga permite ao hacker o acesso remoto a máquina da vítima. Ele envia uma URL (link) para o usuário clicar e baixar o programa malicioso, que se propaga automaticamente”, completa Roger.
PIF
Entre os casos mais famosos de vírus que se propagaram via comunicadores, estão IM.Myspace04.AIM., que ataca usuários do AIM, e o Bropia.F, que afeta apenas o sistema Windows e usuários do MSN Messenger. Vale observar que a maioria dos vírus via comunicadores instantâneos chega com a extensão PIF.
Outra forma de infecção por um vírus de computador é por meio da funcionalide de compartilhamento de arquivos do próprio comunicador instantâneo. “Qualquer contato que tenha um diretório de arquivos compartilhado e que esteja infectado por um vírus de computador poderá infectar todos os seus contatos do comunicador instantâneo”, ensina Roger. “É importante frisar que nem todos os antivírus conseguem filtrar os códigos maliciosos durante a comunicação via instant messenger”, acrescenta.
André Carraretto, engenheiro de sistemas da empresa de segurança Symantec, cita ainda outra forma de ataque. É o chamado Eaves Dropping, utilizado principalmente em máquinas que usam conexões wireless. “Esse tipo de invasão ocorre quando o hacker consegue interceptar o tráfego de informações de alguém que esteja utilizando uma conexão sem fio. Isso ocorre principalmente com quem usa hotspots públicos que não têm a devida proteção. Ao conseguir acessar o equipamento, o criminoso virtual tenta se tomar a conta de e-mail que dá acesso ao serviço de messenger ou procura ainda buscar outros tipos de dados confidenciais da vítima”, detalha Carraretto.
Como se prevenir
Apesar de ser um ataque que se propaga a cada dia, prevenir-se de uma ofensiva via messengers é relativamente simples e depende apenas da atenção e do bom senso dos usuários. “Basicamente, os cuidados que usuário deve ter são quase os mesmos que ele tem ao usar um e-mail”, diz Roger. “Quando estiver transferindo algum arquivo, deve-se perguntar sempre para o interlocutor se realmente ele enviou o arquivo antes de fazer o download. Além disso, atualizações do sistema operacional, do comunicador instantâneo e do antivírus são essenciais, assim como o uso de um programa anti-spyware. Feito isso, é possível aproveitar ao máximo esse tipo de aplicativo”, completa.
Carraretto compartilha da mesma opinião do seu colega. “O conteúdo dos vírus que se espalham por esse tipo de ferramenta é o mesmo dos que infestam as nossas caixas de e-mail. Os messengers nada mais são do que mais um meio de propagação dessas pragas mas, felizmente, prevenir-se delas é relativamente simples, desde que se tenha bom senso”.
Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia_especial.php?id_secao=1&id_conteudo=197
Ainda sem comentários »
RSS de comentários deste artigo. URI para link desta publicação:
Deixe um comentário
Você deve estar conectado para postar um comentário.
Hits para esta publicação: 580
blog.dennyroger.com.br | http://blog.dennyroger.com.br