Golpes na rede
21 de Abril de 2006 @ 16:32 - Denny RogerArquivado sob Entrevistas | Link desta publicação | Enviar por e-mail
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O número de golpes na rede dobrou no primeiro trimestre deste ano, apesar dos investimentos das empresas em programas de proteção. O golpe mais comum é o que utiliza nome de empresas particulares e órgãos públicos. Mensagens que, na verdade, escondem vírus para roubar dados pessoais e senhas das vítimas. O e-mail tem o logotipo da receita federal. Tudo muito fácil, mas trata-se de um golpe.
“É o que se chama de pescaria de senha, onde o estelionatário envia um e-mail falso instalado automaticamente em um vírus de computador programado para roubar senhas de bancos”, diz Denny Roger, especialista em segurança na internet.
Um clique, um prejuízo de quase R$ 5 mil.
“Fiz o pagamento e deixei um dinheiro na conta para fazer mais pagamentos no dia seguinte. Quando eu voltei no dia seguinte, não tinha mais dinheiro, tinha só 27 centavos”, diz Paulo Viana, empresário.
Abriu e-mail suspeito e recebeu um vírus de leitura de teclado. Tudo o que ele digitou no site do banco foi parar nas mãos do estelionatário.
“Eu já era paranóico, fiquei mais ainda. Você tem que estar muito ligado nas coisas que estão acontecendo”, completou.
Muito ligado mesmo. Quanto mais os especialistas criam esquemas de segurança, mais os golpistas desenvolvem técnicas para driblar essas redes de proteção. A prova disso é que mesmo com investimento pesado na criação de programas de segurança e de alerta ao usuário, esse tipo de crime na internet dobrou no primeiro trimestre neste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. A cartilha criada por uma empresa especializada em informações para o consumidor também vítima do golpe traz dicas de segurança.
- Proteja o computador com antivírus;
- Não forneça senhas nem dados pessoais para sites suspeitos;
- Não abra e-mails nem anexos de remetentes desconhecidos. Delete estas mensagens;
- Não faça pagamentos antecipados nem participe de sorteios duvidosos;
Mas é preciso mais que a atenção do usuário para resolver o problema. “Muito importante é a parte das instituições governamentais. Ou seja, leis mais adequadas e uma política mais efetiva no rastreamento dos crimes eletrônicos”, Dorival dourado júnior, diretor do Serasa.
Os golpistas usam informações de órgãos como a receita federal e a Serasa para praticar crimes. Os criminosos já forjaram dados de bancos e até do Tribunal Regional Eleitoral . Todos alertam que não enviam mensagens para os contribuintes.
Fonte: http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20060421-163305,00.html
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