E-mail em nome de Hebe Camargo é vírus

Um e-mail que tem circulado na Internet sobre entrevista de Hebe Camargo é vírus. A mensagem promete mostrar a declaração da apresentadora fez recentemente dizendo que queria fazer sexo com o cantor Roberto Carlos. Mas o objetivo e fazer com que o internauta clique no link e contamine sua máquina. Segundo o especialista em segurança, Denny Roger, da Batori Software & Security, a praga desabilita o antivírus do computador contaminado e pode ser programada para fazer download de outros vírus.

“Como os antivírus atualmente já conseguem barrar vírus como o Cavalo-de-tróia, que rouba dados pessoais do usuário, os crackers estão utilizando esta nova modalidade, os downloaders”, conta Roger. Com este vírus o criminoso pode programar a máquina para fazer o que ele quiser, como baixar um programa que roube senhas de banco, por exemplo.

O spam com o vírus é disparado dos EUA e vírus está hospedado na Argentina, conta Roger. Porém, todos os usuários afetados pela praga são do Brasil. “Este crime na Internet prova que a lei que está sendo proposta pelo senador Eduardo Azeredo não irá resolver o problema”, ressalta o especialista. Segundo Roger, a proposta de Azeredo só cobre crimes cometidos no Brasil, mas os criminosos experientes jamais usarão servidores brasileiros para cometer crimes.

Projeto prevê que difusão de vírus passe a ser crime

A Projeto de lei PSL 2000 proposto pelo deputado Eduardo Azeredo tipifica crimes praticados na Internet e estipula penas que variam entre três e dez anos de prisão para os infratores. Passam a ser considerados crimes: dano por difusão de vírus digital, acesso indevido a dispositivo de comunicação, obtenção indevida de informação digital, violação e divulgação de informações depositadas em banco de dados, permitir acesso à rede ou sistema por usuário não identificado e não autenticado, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção ou perturbação de serviço telegráfico ou telefônico, difusão maliciosa de código (phishing), falsificação de cartão de crédito ou débito ou qualquer dispositivo digital portátil de armazenamento e processamento de informações, falsificação de telefone celular ou meio de acesso a sistema digital, furto qualificado por uso de informática e qualquer outro crime não específico como furto de senha e fraude de informações.

“O projeto é um conjunto de medidas para atualizar legislação brasileira no que diz respeito a crimes cibernéticos, que não são previstos atualmente. Queremos atualizar a legislação para que esse tipo de crime não fique sem punição”, garantiu o Senador.

“Não há intenção de controlar Internet”, declarou o senador Eduardo Azeredo. O parlamentar negou que o projeto atente contra o direito à privacidade e à liberdade de expressão de internautas. “Não é verdadeira a informação de que as pessoas teriam a sua navegação na Internet rastreada”, garantiu em discurso no Senado Federal. “Houve um mal entendido. Nem todos leram o projeto, que é complicado e trata de várias questões”, disse.

Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=4&id_conteudo=6511

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