Especialistas elegem micos e sucessos de 2006
20 de Dezembro de 2006 @ 10:06 - Denny RogerArquivado sob Entrevistas | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Mais um ano se passou e muita coisa no universo da Tecnologia Informação aconteceu. Novos hits surgiram e outros decaíram nestes 12 meses. A grande sacada que ganhou força em 2006 e deve crescer ainda mais no próximo ano são os sites feitos com conteúdo colaborativo, ou seja, criados exclusivamente por usuários, como You Tube, Orkut e Blogs. Segundo José Calazans, analista do IBOPE//NetRatings, o grande sucesso de 2006 foi o internauta - no Brasil, 13,3 milhões de pessoas acessam a Web só nas resisdências.
“A audiência de sites de vídeos compartilhados na Rede passou de 129 mil para 4,3 milhões em um ano entre usuários residenciais brasileiros”, ressalta o analista. Já na categoria programas de troca de arquivos , do tipo P2P, a quantidade de usuários únicos residenciais cresceu de 2,1 milhões para 3 milhões. Segundo dados do Superdownloads, que oferece downloads online, aplicativos como Emule e K-Lite Nitro mantiveram em 2006 uma média de 80 mil downloads por semana. “Acredite, isso significa muito”, afirma Marcel Perossi do Superdownload.
Comunidades online, comunicadores e VoIP
Já a popularidade das comunidades virtuais se manteve em alta, apesar da onda crimes virtuais, cometidos nessas plataformas, que resultou em processos na justiça brasileira. “Os sites de relacionamento, bate-papo e blogs, entre novembro de 2005 e novembro de 2006, tiveram um aumento de 8,8 milhões para 11 milhões de usuários únicos residenciais”, contabiliza Calazans.
Em relação à comunicação via Internet o número de usuários que usam serviços como VoIP e mensageiros instantâneos passou de 8,3 milhões em novembro de 2005 e chegou a 10,5 milhões mensais um ano depois, revela o IBOPE. “O Windows Live Messenger é o campeão absoluto da categoria, mantendo uma média de 40 mil downloads semanais”. Perossi explica que a liderança do comunicador da Microsoft se deve mais à disseminação da ferramenta ligada ao Windows do que a uma suposta superioridade do software.
Mas apesar do sucesso na comunicação entre usuários dos programas de VoIP (Voz sobre IP), Perossi diz que aplicativos deste tipo deixaram a desejar em 2006. “Eles ofereceram um serviço muito bom na comunicação entre usuários dos programas, mas falharam quando prometem ligações para telefones fixos e convencionais ‘muito mais em conta’ que as operadoras convencionais, mas na prática, as tarifas são parecidas”, justifica.
Segurança
Na área de segurança o a maior praga do ano segundo Perossi, foram os phishings, uma modalidade de ataque que usa páginas falsas na Web para roubar senhas e dados pessoais dos usuários. “Virou notícia, tema de reportagem e de uma infinidade de lançamentos de softwares”. Já o antivírus mais procurado foi o AVG. “Mas vale lembrar também que o programa lançado da Microsoft, Windows Defender, conseguiu uma quantidade de downloads muito grande em pouco tempo”, conta.
Para Denny Roger, especialista em segurança da Batori Software & Security, o firewall, filtro de segurança que visa prevenir invasão de sistemas, é uma das grandes decepções de 2006. “O sistema de firewall traz uma falsa sensação de segurança porque os ataques são capazes de burlar sistemas de segurança implementados na rede e chegam diretamente ao aplicativo da empresa”. Para Roger, os analistas desenvolvedores destes sistemas estão mais preocupados com a performance do software do que com a segurança da informação.
Baseando-se nos casos atendidos pela equipe da Batori, Roger explica que os principais micos de 2006 na área de segurança estão relacionados aos problemas encontrados e explorados em aplicações Web, como sites de comunidades e buscadores . “É muito provável que mais de 90% das aplicações Web no Brasil estejam vulneráveis aos ataques”, revela.
Mas, para Marcel Perossi, do Superdownloads, a maior falha de segurança ainda é o próprio usuário. “Por mais que programas sejam criados com o propósito de proteger, ainda assim acompanhamos em 2006 as mesmas falhas de comportamento de anos anteriores”.
Entre os erros mais detectados estão: usuários que não utilizam programas de segurança; usuários que utilizam programas de segurança, mas não os mantêm atualizados, resultando na ineficiência da proteção. “Além disso, há os internautas que insistem em acreditar em e-mails e sites fraudulentos, apesar de toda a atenção dispensada pela imprensa a esse tipo de fraude”, finaliza.
Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia_especial.php?id_secao=17&id_conteudo=347&id_coluna=2
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