Identifique os golpes online
14 de Fevereiro de 2007 @ 08:30 - Denny RogerArquivado sob Artigos | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Saiba como agem os golpistas virtuais e descubra suas táticas. Por Denny Roger.
1) Quais as técnicas mais comuns utilizadas para se aplicar golpes pela Internet?
1 – O golpista começa a pesquisar por informações públicas, por exemplo:
a) Dados referentes aos lucros, patrimônio e classificação por ativo das instituições financeiras.
b) Tecnologia utilizada pelas instituições financeiras.
2 – O golpista, após identificar a instituição que irá sofrer os “ataques”, geralmente age de duas maneiras:
a) Deverá localizar servidores na Internet desprotegidos. Dessa forma, o golpista poderá hospedar um cavalo de tróia (código malicioso) ou uma página clonada da instituição financeira. Neste tipo de ataque, o golpista irá induzir o correntista do banco a visitar a página falsa ou realizar o download do cavalo de tróia. O correntista fornece as informações “confidencias” que o site falso está solicitando e o site falso armazena as informações (em alguns casos a informação é enviada por e-mail) para que o golpista tenha acesso.
b) O objetivo do cavalo de tróia é identificar quando a vítima está acessando o site verdadeiro do banco e coletar todas as informações, tais como: agência, conta corrente, senha, frase secreta, teclado virtual, etc. Podemos observar abaixo as informações que o cavalo de tróia irá coletar:
c) Esses cavalos de tróia criados pelo golpista geralmente são disseminados através de e-mails. Para dificultar o rastreamento da origem dos e-mails falsos utilizando o nome da instituição ou qualquer outro tipo de apelo, o golpista procura servidores de e-mail localizados em outros países e que estejam vulneráveis. Ou seja, os servidores de e-mail estão sujeitos a ataques onde podem ser criados ou utilizados para envios de e-mails falsos.
3 – Outra técnica é quando o cavalo de tróia identifica o site do banco que está sendo acessado e abre uma página falsa sobrepondo a página verdadeira.
4 – Os golpistas precisam transferir o dinheiro para contas de “laranjas”, onde os laranjas receberão uma quantia que pode variar entre R$30,00 e R$ 50,00 reais.
2) Existe um perfil do estelionatário eletrônico? E há um perfil das vítimas desse tipo de golpe?
Realizamos um estudo dos casos que atendemos e chegamos a seguinte conclusão:
1 – Perfil comum.
a) Classe Média
b) Idade entre 16 e 28 anos
c) Autodidata
2 – Utilizam nomes falsos, por exemplo:
a) Nomes de listas de hóspedes de hotéis
b) Nomes de listas de faculdades
3 – Trocam informações através de salas de bate-papo e programas de mensagens instantâneas.
Os golpistas não escolhem suas vítimas no mundo virtual. Existem casos de pessoas desempregadas vítimas de fraude na Internet e empresários também.
3) Qual o grau de culpa do internauta por não perceber que está sendo envolvido em um golpe?
Quando o cliente do banco entra em contato informando o “desaparecimento” do dinheiro de sua conta corrente, o banco poderá, após uma auditoria, informar que o cliente provavelmente utilizou um computador não seguro. Por exemplo: computadores de faculdades, Internet Café, bibliotecas (coisa rara no Brasil), etc.
O internauta não é considerado culpado, tanto que, normalmente os bancos estornam os valores transferidos indevidamente.
As instituições financeiras investiram nos programas de conscientização. Dessa forma, o internauta poderá seguir alguns procedimentos para identificar páginas e e-mails falsos, e manter o seu computador mais seguro contra esses cavalos de tróia.
Recomendações:
1 – Fazer um boletim de ocorrência na delegacia informando o “desaparecimento” do dinheiro em sua conta corrente.
2 – Solicitar uma auditoria do banco para identificar o destino do dinheiro.
3 – O tempo para o encerramento do caso pode levar de 30 à 90 dias.
4) Quais as precauções que um usuário da internet deve tomar para não ser vítima de um golpe eletrônico?
1) Utilize apenas computares que você julgue confiáveis e seguros.
2) Fique atento a abordagens através de e-mail ou sites solicitando informações pessoais.
3) Leia atentamente as recomendações de segurança disponíveis no site do seu banco.
4) Mantenha seu software antivírus atualizado.
5) Mantenha seu Windows sempre atualizado.
6) Utilize sempre um personal firewall, para evitar o acesso indevido em seu computador.
7) Utilize programas que identificam e removem os programas espiões. Geralmente conhecidos como Detectores de Intrusos.
5) Quais as diferenças entre hacker, cracker e lammer?
O hacker é um individuo que utiliza seu conhecimento para invadir computadores com o objetivo de desafiar suas habilidades. O hacker nunca invade um sistema com o intuito de causar danos a sua vítima. Geralmente o hacker invade um computador, deixa uma prova de sua invasão e compartilha sua proeza com os demais hackers.
O cracker é o indivíduo que utiliza seu conhecimento para invadir computadores e roubar informações confidencias. Geralmente essas informações são vendidas ou utilizadas para aplicar golpes na Internet.
O lammer é considerado o novato na área. Utilizam programas prontos para realizar as invasões na Internet. Geralmente não sabem o que estão fazendo ou até mesmo para que serve o programa que estão utilizando.
Os lammers são a grande maioria na Internet e são os responsáveis pelo fato das empresas começarem a prestar mais atenção na área de segurança da informação.
Denny Roger é um dos fundadores da Batori Software & Security, já atuou como Security Officer de instituições financeiras e é autor dos cursos Segurança da Informação em Ambientes de Rede e Sistema de Gestão da Segurança da Informação – ISO 17799. E-mail: denny@batori.com.br .
Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/mente_hacker/idgcoluna.2007-02-13.1050184236/IDGColuna_view
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