Junho 2007

Arquivo Mensal

Será possível usar o iPhone no Brasil?

Publicado por Denny Roger em 30 Jun 2007 | sob: Entrevistas

Um dos mais esperados lançamentos do ano chega ao mercado nesta sexta-feira. iPhone, celular da Apple, começa a ser vendido nos Estados Unidos a partir de seis da tarde. Mas o iPhone funcionará fora dos EUA?

Como o iPhone é um aparelho GSM quad-band, é compatível com todas as frequências do GSM, tecnologia de telefonia celular que detém 82% de market share em todo o mundo. Assim, ele funcionaria perfeitamente no Brasil.

No entanto, o iPhone será vendido exclusivamente para a utilização com planos da operadora norte-americana Cingular, braço wireless da AT&T. O aparelho será bloqueado para o uso de SIM Cards de outras companhias telefônicas. Além disso, ao comprar o celular, os consumidores terão de ficar dois anos atrelados a um contrato com a AT&T/Cingular. Caso o contrato seja quebrado antes desse período, o usuário pagará uma taxa de US$ 175.

O bloqueio de aparelhos para uso exclusivo na rede de determinada operadora não é novidade. No Brasil, a prática é comum e apenas recentemente começou a haver um movimento contrário - a Oi é a única operadora do País a vender telefones desbloqueados. Mas é possível encontrar na Internet diversos sites e tutoriais que ensinam a desbloquear diversos modelos de celular. “Isso começou em 2002 e, na época, desbloquear um celular custava o equivalente a R$ 2 mil”, diz o especialista em segurança da informação, Denny Roger.

Especialistas ouvidos pela nossa equipe disseram, no entanto, que, como o iPhone é mantido a sete chaves pela Apple, pode levar algum tempo até que sejam desenvolvidos softwares de desbloqueio para o aparelho, até porque o sistema operacional do iPhone é proprietário, ao contrário de outros sistemas operacionais disponíveis no mercado, como o Symbian. Mas Roger diz que já há pessoas nos Estados Unidos que tiveram acesso ao sistema operacional do iPhone e já começa a haver discussões sobre o desbloqueio do telefone da Apple.

De acordo com o advogado especializado em telecomunicações, Eduardo Carvalhaes, não há qualquer problema legal em desbloquear um aparelho adquirido nos Estados Unidos. No entanto, ao fazer isso, o usuário perde a garantia do fabricante. “Outro aspecto é que o telefone não é homologado pela Anatel, assim, não é possível fazer qualquer reclamação sobre o aparelho”, explica.

A assessoria de imprensa da Agência Nacional de Telecomunicações informou que não é permitido usar no Brasil aparelhos que não sejam homologados pela agência. Caso um fiscal da Anatel identifique o uso de um equipamento não-homologado, o aparelho poderá ser retido e o usuário, multado.

Vale ressaltar que o WNews não aconselha a prática de desbloqueio de aparelhos por meio de aplicativos encontrados na Internet, pois eles não são confiáveis e podem causar problemas ao telefone. “Se der errado, será preciso enviar o aparelho para a assistência técnica, para que o sistema operacional seja reinstalado. Como não há assistência ténica do iPhone no Brasil, não será possível fazer a reinstalação. É um tiro no pé tentar fazer isso aqui”, afirma Roger.

Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=4&id_conteudo=8311

Saiba como proteger seu computador dos vírus sem gastar dinheiro

Publicado por Denny Roger em 22 Jun 2007 | sob: Entrevistas

São Paulo – Diante da infinidade de ameaças ao seu computador, o antivírus tornou-se obrigatório. Conheça soluções que não pesam no bolso.

Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

Quem atualmente não foi vítima de infestações de vírus em seu computador? Inúmeras técnicas são utilizadas para espalhar essas pragas que roubam dados, danificam o sistema, lotam o HD ou fazem coisas irritantes como apagar arquivos e alterar drivers.

Um bom software de antivírus é uma ferramenta indispensável para qualquer computador. Pelo volume de spams e sites com conteúdo malicioso na web, uma máquina não pode estar desprotegida. Os antivírus disponíveis no mercado não têm um preço tão acessível, variando entre 59 e 150 reais por uma licença anual, dependendo do pacote de serviços escolhido.

Se você não conta com esse montante para se proteger, há várias soluções gratuitas e confiáveis para proteger seu computador.

Segundo Denny Roger, analista de segurança de redes da Batori Software & Security e colunista do IDG Now!, a diferença básica entre os antivírus gratuitos e pagos é a freqüência de atualização. “O antivírus pago atualiza-se quatro vezes, no mínimo, durante o mesmo dia. Os gratuitos sofrem geralmente uma atualização por dia”, compara.

Roger citou um caso onde foram avaliadas 47 máquinas de uma empresa com quatro softwares antivírus instalados. Todas as máquinas com antivírus gratuitos, segundo Roger, estavam infectadas por vírus criados recentemente. Contudo, uma máquina com antivírus pago estava infectada por uma praga, que só foi removida após a instalação de um software gratuito.

Os antivírus gratuitos mais conhecidos são o AVG e o avast!. Ambos oferecem proteção completa ao sistema, bem como atualizações ao banco de vírus, não deixando que sua máquina fique desatualizada. O avast! 4 Home Edition pode ser baixado em português, o AVG Free somente em inglês.

Uma outra dica a custo zero são os programas que removem spywares. Uma excelente ferramenta de proteção é o Spybot Search & Destroy, com uma plataforma muito simples e eficiente. Há outras ferramentas gratuitas para remoção de malwares, fornecidas muitas vezes por empresas de antivírus pagos, um exemplo são os pacotes oferecidos pela Eset, fornecedora do antivírus NOD32.

Mesmo instalando as ferramentas de proteção, o usuário não deve relaxar. Segundo Roger, é preciso ficar atento aos boletins das empresas sobre atualizações de software e atualizar manualmente o banco de dados do antivírus com freqüência. Realizar varreduras diárias é uma outra medida importante.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2007/06/21/idgnoticia.2007-06-21.6060151195

Relatórios de segurança

Publicado por Denny Roger em 20 Jun 2007 | sob: Artigos

Uma empresa com 30 funcionários sofre mais de 10 mil ataques por dia. Por Denny Roger

Todas as informações gerenciais sobre segurança que o seu diretor ou superior precisam estão ao seu alcance. Confira agora os tipos de relatórios mais solicitados pelas empresas no Brasil.

1) Número de ataques por dia

Quantos ataques sua empresa sofre por dia? O aumento dos ataques ocorre em qual dia da semana? Qual é a origem dos ataques? Qual é o tipo de ataque que o hacker está executando? O sistema de segurança da empresa está conseguindo deter esses ataques?

Você sabia que os feriados são os dias preferidos dos hackers para realizarem seus ataques? Durante os feriados, existem profissionais de TI trabalhando? Em algumas empresas sim, em outras não.

É muito importante que a sua empresa tenha relatórios descrevendo o número de ataques por dia. Uma empresa com aproximadamente 30 funcionários, sofre mais de 10 mil ataques por dia.

Este tipo de relatório ajuda o diretor de TI a dimensionar o tamanho da sua equipe e os recursos necessários para minimizar os riscos de segurança e responder aos incidentes.

2) Vazamento de informações através do e-mail

Atualmente, diretores, gerentes e coordenadores estão fazendo a gestão do seu departamento via e-mail. No lugar das reuniões, os funcionários recebem e-mails contendo informações relacionadas às atividades que precisam ser desenvolvidas. Isso inclui informações confidencias como novos projetos, fórmula de produtos, assuntos jurídicos etc.

Sua empresa sabe quantos desses e-mails ou informações estão sendo acessados por pessoas não autorizadas? Ela consegue saber onde vão parar esses e-mails?

É extremamente importante que a sua empresa tenha relatórios do que está trafegando via correio eletrônico. Por exemplo, número de e-mails contendo a palavra “projeto” ou “contrato”.

Em alguns casos é necessária a criação de um bloqueio para determinadas palavras-chave. Desta forma, a empresa consegue minimizar o risco de vazamento de informações via e-mail e detectar desvios na sua política de segurança da informação.

3) Quantidade de vírus na rede

Os vírus são considerados a ameaça número um na internet. Todo empresário, administrador de rede, analista de suporte e até mesmo estagiário se preocupam com esta praga virtual.

Quantos vírus tentam infectar a sua rede por dia? Quais as vias de acesso dos vírus até a sua rede?

O sonho de todo diretor de TI é ter acesso a relatórios segmentados sobre ataques de vírus. Por exemplo, a empresa recebeu 10 mil ataques de vírus hoje, sendo: 4.000 via e-mail, 2 mil via pendrive, mil via CD-Rom e 3 mil via páginas na internet.

4) Quais usuários estão errando a senha?

Sua empresa sofre ataques de força bruta? Pode apostar que sim. O ataque de força bruta consiste no uso de dicionários para tentar descobrir a senha dos usuários da rede.

Para minimizar o risco, as empresas implementam uma política determinando que a cada três tentativas erradas da senha, o usuário é bloqueado na rede.

É muito importante que a sua empresa tenha relatórios sobre o número de usuários que estão errando suas senhas. Este tipo de relatório pode identificar usuários que emprestaram a sua senha para outros usuários, funcionários internos tentando descobrir a senha de outro usuário, hackers realizando ataques de força bruta, vírus tentando explorar algum compartilhamento na rede utilizando as credenciais de algum usuário etc.

5) Cuidado com seu parceiro de negócios

Sua empresa possui uma VPN (Virtual Private Network) com algum parceiro de negócio? O departamento financeiro está conectado ao banco via VPN? A filial da empresa acessa as informações da matriz por meio de um link dedicado?

É muito provável que a resposta para todas as perguntas acima seja “sim”.

Recomendo que a empresa tenha relatórios detalhados sobre o que está trafegando entre sua operação e seu parceiro de negócios. Por exemplo, o departamento financeiro envia todos os dias para o banco aproximadamente 198 MB de informações. Porém, o relatório de segurança identificou que no dia 10 de junho foram transferidos 4,90 GB para o banco. Isso pode ser um indício de ataque.

Denny Roger é um dos fundadores da Batori Software & Security, já atuou como Security Officer de instituições financeiras e é autor dos cursos Segurança da Informação em Ambientes de Rede e Sistema de Gestão da Segurança da Informação – ISO 17799. E-mail: denny@batori.com.br .

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/mente_hacker/idgcoluna.2007-06-20.3280043214

E-mail falso em nome da TIM usa FotoMensagem para infectar máquinas

Publicado por Denny Roger em 20 Jun 2007 | sob: Entrevistas

Atenção ao abrir e-mails em nome de prestadoras de serviço, como operadoras de telefonia móvel ou fixa, Receita Federal, entre outras. O alerta da vez é para a mensagem que circula na Web em nome da TIM. Ela vem intitulada como FotoMensagem.

No corpo do e-mail, diz “Você acaba de receber um TIM FotoMensagem no número ****7758.`” e pede que para visualizar a foto, o usuário Clique no link indicado ou na imagem localizada na parte inferior da mensagem”.

Segundo análise do especialista em segurança Denny Roger, o e-mail redireciona o usuário para um site que executa automaticamente um programa malicioso na máquina da vítima.

“O Java Script malicioso está programado para explorar uma vulnerabilidade do Internet Explorer. O Java Script malicioso utiliza o ActiveX para conseguir ler e gravar arquivos na máquina da vítima”, explica Roger, lembrando que os usuários que forem vítimas deste Java Script malicioso terão o seus computadores infectados por outro Trojan progamado para roubar senhas de Internet Banking. “O esquema é antigo mas funciona até hoje”, afirma.

Caso semelhantes são bastante comuns e evoluem todos os dias para tentar enganar os usuários. Na semana passada, por exemplo, o e-mail golpe da vez era em nome da Vivo. Ele também pedia para clicar em um link.

Os usuários devem sempre estar atentos e desconfiar desse tipo de mensagem que pede acesso para um link. A maioria é falsa e tenta roubar os internautas.

TIM

O posicionamento oficial da TIM em relação a esse tipo de mensagem é que empresa não envia nenhum tipo de cobrança via e-mail e orienta os destinatários a não abrirem mensagens eletrônicas suspeitas.

“Pessoas não-autorizadas pela TIM têm enviado supostas notificações indevidamente, informando que o destinatário tem débitos pendentes e que, se não forem quitados, a pessoa poderá ter seu nome inscrito no SERASA e SPC.

Esses e-mails falsos apresentam links que, ao serem acessados, podem instalar vírus ou programas que coletam os dados digitados pelo usuário, inclusive informações sigilosas e senhas.

Clientes TIM podem tirar dúvidas relacionadas a débitos pendentes, discando do próprio celular para o número ou de qualquer telefone para o *144 ou para o 0800 741 41 41.

Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=4&id_conteudo=8234

Falso e-mail promocional em nome da Gol traz Cavalo-de-Tróia

Publicado por Denny Roger em 13 Jun 2007 | sob: Notícias

O e-mail promocional que tem circulado na Internet em nome da companhia aérea Gol contém vírus. Segundo o especialista em segurança da Bartori Security, Denny Roger, a mensagem traz um Cavalo-de-Tróia programado para roubar senhas de Internet banking.

O e-mail usa como isca um sorteio de viagens com tudo pago para a Ilha de Maré em Salvador (BA). O objetivo é fazer o internauta clicar em um link no corpo do e-mail para participar da falsa promoção.

Segundo o analista, o link executável instala um trojan na máquina do usuário. “Após a captura das senhas, o trojan envia as informações para o estelionatário via e-mail”. Roger alerta que um personal firewall ajuda a minimizar o risco. “Ele identifica que algum programa está tentando enviar informações via Internet”.

Na análise realizada por Roger dos 31 antivírus utilizados, 10 conseguiram detectar a ameaça. São eles: AntiVir, DrWeb, F-Secure, Ikarus, Kaspersky, NOD32v2, Panda, Sophos e Sunbelt.

A companhia aérea confirmou que a mensagem é falsa e ressaltou que não envia e-mails não solicitados aos usuários.

Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=4&id_conteudo=8180

Sua empresa está pronta para responder?

Publicado por Denny Roger em 11 Jun 2007 | sob: Artigos

Caso a sua empresa não esteja preparada para responder a incidentes de segurança, confira agora algumas dicas sobre como criar o seu plano de resposta. Vamos iniciar a elaboração do nosso plano de resposta a incidente criando quatro etapas:

1- Resposta

A primeira etapa deve tratar sobre como você irá responder a um incidente de segurança. Por exemplo, você pode desconectar o computador do ambiente de rede para coletar algumas informações importantes: nome do computador, endereço IP, sistema operacional, nível do service pack ou das correções aplicadas ao computador, serviços e processos que estão sendo executados, logs do firewall, DNS, aplicações, sistema operacional, etc.

É necessário conter o ataque para evitar que outros computadores ou sistemas sejam comprometidos. Sendo assim, é necessário aplicar novas configurações aos sistemas de firewall, roteadores, proxy, etc. Em alguns casos é necessário alterar a topologia da rede.

Observação: Antes de desconectar o computador da rede, verifique as conexões de rede que estão abertas, os arquivos utilizados e os processos em execução.

2- Investigação

A segunda etapa da resposta a incidente consiste na investigação das evidências e coleta de provas jurídicas. A equipe de resposta a incidente coloca em prática técnicas de perícia forense. Com o computador desconectado do ambiente computacional, é realizada uma imagem do hard disk (HD). Este procedimento é necessário para preservar as evidências e liberar o computador para a terceira etapa. Será identificado o tipo de ataque realizado, os arquivos alterados ou removidos, etc.

Durante a investigação é possível determinar a origem do ataque. É realizada uma correlação dos logs do ambiente computacional para determinar a origem do ataque.

3- Restauração

Nesta etapa, é necessário decidir como será realizada a restauração do computador. A “cena do crime” foi preservada na etapa de investigação e o computador precisa voltar a funcionar no ambiente computacional. Infelizmente, não podemos confiar em um computador que sofreu um incidente de segurança porque não sabemos quais foram as alterações realizadas pelo hacker. Na maioria dos casos, o melhor é instalar novamente o sistema operacional a partir de um CD-Rom. Dessa forma, vamos ter certeza que o computador está livre de vírus e trojans que poderiam ter sido instalados pelo hacker.

É importante lembrar que nesta etapa vamos precisar do backup do computador comprometido. Após a instalação do sistema operacional, é necessário restaurar o backup. Antes de finalizar a etapa de restauração do computador, a equipe de resposta a incidente deve corrigir a vulnerabilidade que causou o incidente.

4- Reportando o incidente

A última etapa do plano de resposta a incidente é a elaboração do relatório. Este documento deve conter informações relacionadas ao computador/sistema envolvido no incidente, tais como: quais senhas foram comprometidas, qual vulnerabilidade foi explorada, qual o número de usuários afetados pelo incidente, qual é a origem do ataque, quais arquivos foram comprometidos, qual foi a ferramenta utilizada pelo hacker, quais foram as alterações necessárias para conter o ataque, quais são as evidências encontradas no computador/sistema afetado, quais foram as pessoas que participaram da resposta ao incidente, etc.

Conclusão

Devido à inexistência de planos de resposta a incidente, muitas empresas destróem a “cena do crime” e perdem dinheiro devido aos incidentes de segurança que continuarem ocorrendo. As empresas devem realizar auditorias constantes nos principais ativos de TI com o objetivo de detectar a invasão ao ambiente computacional. Esta estratégia permitirá a resposta adequada em caso de um ataque bem sucedido e permitirá também melhorias nos processos de segurança da organização.

Denny Roger é especialista nas áreas de projeto de rede segura e intrusão de rede, liderando regularmente os esforços de análise de riscos. Atualmente é consultor e palestrante internacional, além de atuar como professor convidado em cursos de segurança da informação.

Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/colunas/materia.php?id_secao=9&id_conteudo=424

E-mail falso da TIM é armadilha para roubar dados financeiros do internauta

Publicado por Denny Roger em 07 Jun 2007 | sob: Entrevistas

Está circulando na Internet um e-mail falso da TIM com um link para um vídeo que é uma armadilha para pescar informações do internauta. A mensagem foi avaliada pela Batori Software & Security e traz um código malicioso para roubar dados para acesso a contas bancárias.

O especialista Denny Roger, diretor Batori Software & Security, testou a praga em 31 um antivírus e apenas dez conseguiram identificar o cavalo-de-tróia. “Esse código malicioso está programado para roubar senhas de internet banking e enviar as informações via e-mail para o cracker”, diz Roger.

O executivo da Batori afirma que é comum o aumento da disseminação de vírus durantes os finais de semana e feriados. Isso ocorre porque é nesse período que o usuário utiliza o computador em casa e as equipes de suporte ao antivírus não estão trabalhando.

Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=4&id_conteudo=8154

Técnicas para ocultar informações e identificar ataques no Windows

Publicado por Denny Roger em 05 Jun 2007 | sob: Artigos

A melhor forma de começarmos a discutir técnicas de resposta a incidentes é considerarmos algumas técnicas para ocultar informações e intrusão no Windows.

Este artigo tem como objetivo apresentar algumas questões importantes relacionadas aos ataques que ocultam evidências de ataques ao ambiente computacional.

Escondendo informações

Vamos imaginar a seguinte situação: um funcionário interno da sua empresa conseguiu ter acesso ao arquivo da folha de pagamento. A folha de pagamento está em um arquivo com extensão .doc. O funcionário interno conseguiu copiar este arquivo para sua estação de trabalho, porém, será necessário esconder a evidência do ataque dos administradores de rede. Sendo assim, o funcionário interno irá executar os seguintes procedimentos:

Observação: Antes de executar os procedimentos descritos neste artigo, desmarque a opção “Ocultar as extensões dos tipos de arquivo conhecido” em “Ferramentas”, “Opções de Pastas”, “Modo de exibição” do seu sistema operacional Windows.

1. Crie um arquivo com extensão .doc para a realização dos testes.

2. Renomeie o arquivo com extensão .doc para a extensão/nome fopag.dll.

3. Clique em “Iniciar”, “Executar” e digite %windir%/system32. Neste diretório você irá encontrar centenas de componentes do Windows e de outros softwares instalados.

4. Copie o arquivo fopag.dll para este diretório.

O diretório %windir%/system32 é um excelente local para esconder as informações. Isso ocorre porque neste diretório existem diversos arquivos com extensão .dll. É pouco provável que durante a “caçada virtual” das evidencias de um ataque, o administrador de rede procure informações “ocultas” neste diretório.

Algumas técnicas para detectar as informações que podem estar sendo escondidas são:

a) Procure pela data e hora de criação/modificação do arquivo.

b) É possível realizar pesquisas específicas no Windows definindo data ou hora.

c) Você pode realizar um scan no seu computador a procura de arquivos modificados.

Para realizar um scan nos arquivos protegidos do Windows digite no Command Prompt “sfc /scannow”. Para mais informações, acesse http://www.microsoft.com/technet/prodtechnol/windowsserver2003/pt-br/library/ServerHelp/2a2ba2f1-11ab-46ba-bec3-945b0b4cbf5f.mspx.

d) Alguns profissionais preferem catalogar os arquivos do Windows e incluir um hash MD5 para identificarem modificações nos arquivos.

Você pode utilizar a ferramenta Samhain para identificar a integridade dos arquivos do Windows. Para mais informações, acesse http://la-samhna.de/samhain/HOWTO-samhain-on-windows.html.

Outra forma mais simples de identificar a integridade dos arquivos no Windows é através da ferramenta de “Verificação de assinatura de arquivo”.

1. Clique em “Iniciar”, “Executar” e digite “sigverif”.

2. Siga as orientações descritas na tela para a verificação dos arquivos.

Para mais informações, acesse http://www.microsoft.com/resources/documentation/windows/xp/all/proddocs/en-us/sig_verification_tool.mspx.

Analisando a assinatura dos arquivos no Windows

Continuando a análise do caso do funcionário que renomeou um arquivo .doc para .dll, vamos entender como identificar o verdadeiro formato do arquivo através da sua assinatura.

Arquivos com extensão .dll, .exe, .ocx, .sys e .drv possuem uma assinatura MZ nos dois primeiros bytes do arquivo. Para visualizar a assinatura do arquivo no Windows, execute o seguinte procedimento:

1. Clique em “Iniciar”, “Executar” e digite “cmd”.

2. Na raiz do promt digite “cd windows/system32” e pressione “Enter”.

3. Digite “notepad sol.exe” e pressione “Enter”. (sol.exe é o jogo de Paciência do Windows).

4. Nos dois primeiros bytes do arquivo que foi aberto no Bloco de Notas você irá encontrar a assinatura MZ.

Execute o mesmo procedimento para o arquivo criado como exemplo: fopag.dll.

Você irá identificar a seguinte assinatura no arquivo: “ÐÏ.ࡱ.á”. Isso significa que esse é um arquivo do Microsoft Office applications (Word, Powerpoint, Excel, Wizard).

Para visualizar uma tabela completa sobre assinaturas de arquivos, acesse http://www.garykessler.net/library/file_sigs.html.

Construindo arquivos

Alguns atacantes e até mesmo Trojans preferem realizar ataques utilizando arquivos do próprio Windows.

Existem ferramentas que permitem a “construção de arquivos”. Por exemplo, você pode determinar que todas as vezes que o arquivo sol.exe (jogo de Paciência do Windows) for executado, automaticamente execute o notepad.exe (bloco de notas do Windows).

Utilize o software inPEct para construir arquivos. Para download, acesse http://sysd.org/proj/exe.php#inpect.

Observação: Realize os testes de construção de arquivos em outros programas que não sejam do seu Windows. Por exemplo, utilize o software TCP View junto com o programa Process Explorer para construir arquivos de teste.

Para download do programa TCP View, acesse http://www.sysinternals.com/Utilities/TcpView.html.

Para download do programa Process Explorer, acesse http://www.sysinternals.com/Utilities/ProcessExplorer.html.

Utilize o inPEct para que quando você execute o programa TCP View também seja executado o programa Process Explorer. Dessa forma, o seu teste será realizado com sucesso e segurança.

Conclusão

Existem diversas formas de esconder evidencias ou ferramentas que são utilizadas durante o ataque. Alguns softwares comerciais focados em perícia forense podem ajudar a responder o incidente e identificar o autor dos ataques.

Por fim, é importante monitorar os arquivos do Windows e entender as técnicas de ataque. Dessa forma, conseguiremos minimizar o risco de ocorrer um ataque bem sucedido ou ocorrer o vazamento de informação de uma determinada organização.

Denny Roger é especialista nas áreas de projeto de rede segura e intrusão de rede, liderando regularmente os esforços de teste de invasão na Batori Software & Security, onde pode demonstrar, em primeira mão, sobre o impacto das vulnerabilidades da rede no dia-a-dia. Atualmente é CSO da Batori Software & Security.

Roadshow Windows Server 2008 e Você no Controle

Publicado por Denny Roger em 03 Jun 2007 | sob: Notícias

No dia 01 de junho (sexta-feira) aconteceu em São Paulo o evento Windows Server 2008 e Você no Controle. Especialistas da Microsoft apresentaram os novos recursos do Windows Server 2008 e o antivírus da Microsoft (Forefront).

Pude conhecer o Server Core, IIS 7.0, AD Restart Mode, RODC, PowerShell e o Forefront.

Foram distribuídos DVDs para instalação do Windows Server 2008 (com validade até 7 de abril de 2008), camisetas da Microsoft, bonés e mochilas.

O ponto fraco do evento foi o credenciamento e a palestra “Você no Controle”. Devido a falta de organização no credenciamento, o evento (na parte da manhã) começou muito atrasado. Em relação a palestra “Você no Controle”, teve muita piada e pouco conteúdo técnico. Deixou muito a desejar apesar do palestrante ser muito bom.

Abraços,

Denny Roger