Junho 2008

Arquivo Mensal

Lançamentos da semana

Publicado por Denny Roger em 21 Jun 2008 | sob: Sem Categoria

Esta semana surgiram dois novos sites de colegas da área de segurança da informação.

O primeiro é o blog da empresa de segurança Batori Software & Security. O novo blog é atualizado pelos próprios profissionais da Batori expondo suas opiniões e experiências sobre o assunto. Não deixe de acessar http://blog.batori.com.br/.

O segundo lançamento da semana é a nova empresa de Rodrigo Ormonde. Atuando desde 1999 como diretor de tecnologia da Aker Security Solutions, em 2007 deixou a empresa e agora disponibiliza para os investidores uma nova ferramenta para análise das empresas listadas na Bovespa. Conheça o novo empreendimento do Ormonde no site http://www.indicacoes.com.br/.

Desejo muito sucesso ao blog da Batori e a nova empresa de Rodrigo Ormonde.

Abraços,

Denny Roger
denny@dennyroger.com.br
www.dennyroger.com.br

Crime cibernético é “pano de fundo” para debate sobre impunidade

Publicado por Denny Roger em 13 Jun 2008 | sob: Sem Categoria

O ministro da Justiça, Tarso Genro, ao ser questionado se as operações da Polícia Federal relativas às quadrilhas que cometem crimes por meios eletrônicos estavam, de fato, trazendo resultados para o país, assumiu que “há um resultado ambígüo em função da escassez de leis específicas”.

O ministro da Justiça informou ainda que há um movimento do governo para a criação de uma Lei Federal, que abarque todas às atuais legislações municipais relativas aos crimes eletrônicos. “Tem que existir uma padronização para que, depois, possamos criar uma Lei mundial. Esse problema é global”, destacou.

Tarso Genro, que participou nesta quinta-feira, 12/06, do CIAB 2008, defendeu a tese que o Brasil precisa aderir o quanto antes à Convenção de Budapeste. A questão é delicada porque há resistências por parte do Ministério das Relações Exteriores.

Para o deputado Júlio Semeghini - também defensor da adesão nacional à legislação - o Brasil pode aderir à Convenção - feita pela Comunidade Européia, colocando suas restrições, logo após, levar a discussão para a ONU, numa tentativa de uma ação globalizada.

Ao falar para uma platéia de executivos ligados ao setor financeiro, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que o Brasil ainda não está numa fase estável com relação à evolução da tecnologia e que há desafios a serem enfrentados, entre eles, o da adequação dos sistemas e do treinamento das autoridades policiais para lidar com o novo modelo que se impõe.

O momento é de pensar numa reestruturação da força de trabalho nesta área”, completou. Genro citou dados antigos - de 2004 - para mostrar a força dos crimes eletrônicos no mundo. Segundo ele, o prejuízo global neste ano ficou em US$ 105 bilhões. No Brasil, hoje, o prejuízo, apenas com fraudes eletrônicas está, segundo Tarso Genro, em torno de R$ 300 milhões.

O ministro ressaltou que o país vive também um momento de discussão com relação à impunidade - principalmente porque os crimes eletrônicos envolvem, muitas vezes, o chamado “colarinho branco”. “É complexo lidar com a autoridade judicial neste caso. Precisamos reaprender como lidar com essas mudanças”, destacou.

Ele citou o caso de um menino de 16 anos, do Rio de Janeiro, que integrava uma quadrilha de pedofilia. A PF fez uma operação na casa dele e o rapaz, assustado, terminou se jogando da janela e morrendo, diante dos pais - estarrecidos com a ação criminosa do filho.

Acordo para sanção presidencial

Com relação à Convenção de Budapeste, feita pela Comunidade Européia, mas que já conseguiu a adesão de países como Estados Unidos, Índia e Canadá, Tarso Genro diz que a legislação foi feita de forma a atender os interesses dos países que integram o chamado G8. “Eles fizeram uma ‘blindagem’dos interesses dos países mais desenvolvidos e não colocaram questões mais pertinentes para países como o Brasil”.

Ainda assim o ministro da Justiça defendeu a adesão e afirmou que irá trabalhar para que isso aconteça até o final deste ano, com ou sem legislação brasileira própria para a tipificação de crimes aprovada pelo Congresso Nacional.

O deputado Júlio Semeghini, do PSDB/SP, aproveitou a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, para cobrar uma ação conjunta do Executivo e do Legislativo. “Fico reconfortado com a sua presença. No ano passado, já tinha prometido a aprovação dessa legislação e a tese de uma lei única para o país. Com a sua presença, provamos que há um trabalho”, brincou o parlamentar.

Sobre um cronograma de votação, Semeghini disse que houve um acordo entre o Senado e a Câmara Federal. O projeto de Lei que tipifica os crimes cibernéticos, sob a relatoria do Senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) foi bastante simplificado, apesar de não incluir apenas os crimes cometidos por redes de computadores, e sim, agora, sistemas de comunicação.

“Não podemos esquecer que a rede de Terceira Geração móvel está chegando e há todas as formas possíveis de acesso às redes”, destacou o deputado. O projeto, segundo ele, deverá ser aprovado no Senado nos próximos dias. Se o acordo fechado for mantido, a Câmara poderá partir para a sua aprovação rápida, sem discussões. Desta forma, o projeto seria encaminhado ainda neste semestre para a sanção do presidente Lula.

Fonte: http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=14371&sid=52