Políticas de TI para evitar problemas durante a Copa do Mundo
Publicado por Denny Roger em 02 Jun 2010 | sob: Notícias
Evento pode causar excesso de tráfego e degradar a infraestrutura de rede das empresas. Confira meios de contornar a situação.
Por RODRIGO AFONSO, DA COMPUTERWORLD
A mobilização causada pela Copa do Mundo têm despertado preocupações nas equipes de TI que trabalham em empresas localizadas no Brasil. Existe uma expectativa de aumento significativo no tráfego das redes corporativas, gerado pelo streamings de vídeos - seja para exibição de gols ou partidas ao vivo. Somado a isso, deve haver uma ampliação no volume de dados, por conta do acesso a notícias e placares online. O que deve ter um impacto menor, mas não pode ser descartado pelos profissionais preocupados em garantir que a rede corporativa funcione normalmente durante o mundial de futebol.
As áreas de TI precisam estabelecer políticas de acesso à internet voltadas a evitar gargalos e a garantir a continuidade dos negócios, mas sem causar insatisfação nos funcionários. E as ferramentas de gestão de redes disponíveis hoje já permitem que esse controle seja feito de forma mais dinâmica e inteligente do que no passado. “O administrador de redes não precisa mais bloquear sites. As empresas podem restringir determinados tipos de tráfego contidos nas páginas, como o streaming de vídeo”, explica o vice-presidente para a América Latina da companhia de segurança SonicWall, Francisco Pinto.
Na visão do executivo, três passos devem ser tomados em um evento pontual como a Copa: primeiro, ter definido de antemão quem pode ou não acessar determinados conteúdos; segundo, ter uma solução que dê visibilidade completa do tipo de tráfego na rede; e terceiro, ter a capacidade de gerenciar a situação dinamicamente e em tempo real, para não degradar a rede e não causar desconforto ao usuário.
Uma possível solução caso o streaming de vídeo esteja prejudicando a rede é baixar o volume de banda voltado a esse tipo de tráfego e, assim, restaurar a normalidade. “O usuário não terá bloqueado seu acesso, mas poderá ter um streaming sem qualidade”, relata Pinto, que complementa: “A rede continuará funcional, sem causar problemas de relacionamento com o funcionário”.
O gerente de engenharia de sistemas para a América Latina da Websense, Fernando Fontão, concorda que realizar bloqueios arbitrários não representa a melhor solução. “A empresa precisa saber quanto que os funcionários podem consumir de banda para atividades paralelas, sem comprometer os negócios”, explica. Segundo ele, só com essa informação a empresa poder partir para uma definição de políticas voltadas a eventos extraordinários, como o mundial de futebol.
Uma das soluções, apontadas por Fontão, é a definição de cotas para os funcionários: quanto tempo cada um pode usar para acessar determinados tipos de conteúdo da Copa. “O ideal é discutir a solução com os próprios usuários e fazê-los aceitar o que é melhor para os negócios”, pontua o executivo. Ele acrescenta que as políticas de acesso à internet nas empresas precisam ser flexíveis para se adaptar a acontecimentos específicos.
As empresas também contam com a opção de adotar alguma solução de caching, que armazena em um storage da empresa os conteúdos mais visualizados da internet e permite que os mesmos sejam compartilhados por diversos usuários, o que reduz o consumo de banda. Esses equipamentos já têm tecnologia para fazer, inclusive, streaming ao vivo.
Para Francisco Pinto, a aquisição de uma solução como essa se justifica caso a empresa acredite que esse tipo de aplicação representa algo estratégico para as atividades futuras, posteriores à Copa. Fernando Fontão concorda: “A tecnologia não é barata, é um investimento alto demais para um fim que não está relacionado ao negócio”.
Ameaças virtuais
A maior parte dos grandes eventos mundiais pode representar algum problema de segurança no que diz respeito a ameaças virtuais. Por mais que os usuários estejam conscientes, a capacidade dos criminosos de aplicar golpes também aumenta.
De acordo com o chefe de tecnologia da empresa de governança de segurança da informação EPSec, Denny Roger, as empresas devem, sim, ter um alerta a mais por conta do evento, apesar de não acreditar que a Copa traga riscos tão grandes. “Em um País como o Brasil, as empresas já estão suficientemente protegidas”, diz Roger.
Mesmo que o risco seja pequeno, vale a pena a equipe de TI soltar um boletim ou realizar alguma palestra de conscientização dos funcionários, alertando sobre possíveis ameaças em relação à Copa do Mundo. Mas, segundo Roger, isso deve ser feito sem alarde, pois os problemas dificilmente vão aumentar nesse período.
Apesar disso, Roger avisa que quem for à África do Sul nesse período deve ficar atento às redes sem fio disponibilizadas pela organização do evento. Os criminosos virtuais brasileiros encontrariam muito mais facilidade de atacar quem está trabalhando na Copa.
Fonte: http://computerworld.uol.com.br/gestao/2010/06/01/politicas-de-ti-para-evitar-problemas-durante-a-copa-do-mundo/
